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A É importante definir a localização dos diversos cultivares/variedades a serem plantados nos diversos talhões do olival, planejando as vias de acesso, caminhos e carreadores, para facilitar o futuro escoamento da colheita, assim como o trânsito interno do maquinário.
Os quebra ventos são uma ferramenta importante para minimizar a ação negativa dos ventos nos olivais, que podem causar desequilíbrio na copa das árvores, podendo ocasionar queda das flores e/ou dos frutos pequenos, principalmente na primavera.
Diversos autores afirmam que, para cada 1 m de altura de quebra vento, são protegidos 10 m lineais de terreno plano, nivelado. As espécies utilizadas para quebra ventos devem possuir algumas características básicas. Entre elas:
- rápido crescimento;
- dominância apical;
- boa densidade das follhas/copa;
- rusticidade e adaptabilidade às condições edafo-climáticas
da região; e
- não serem hospedeiras de pragas ou doenças.
A casuarina, o eucalipto e o álamo, entre outras espécies, oferecem bom potencial para serem utilizados como quebra-ventos. Olivais plantados no sistema de alto adensamento, também podem ser utilizados como quebra-ventos, além da possível função como polinizadores. Para isto é importante conferir a compatibilidade das variedades utilizadas como quebra ventos com a variedade principal a ser plantada, verificando-se a sincronia das floradas e a aptidão como polinizadoras.
Se a casuarina ou o álamo são utilizados, sugere-se um distanciamento entre plantas de 1,0 a 1,5 m em fileiras simples ou duplas. No caso do eucalipto, é sugerido um distanciamento de 2 a 2,5 m entre plantas, podendo também plantar-se em fileiras duplas.
Para evitar o sombreamento da barreira quebra vento sobre a cultura, a fileira de plantas utilizadas como tal deverá ser posicionada no sentido leste-oeste. Já o olival deve ser orientado o mais próximo possível do sentido norte-sul. A oliveira é uma espécie que requer luminosidade e ventilação. Deve-se evitar o sombrea-mento sobre o olival. |